mercoledì 9 dicembre 2009

Diário de Bordo-Budapeste (Parte II)

Dia 22

Acordei às 5h da manha!!! Está visto, tomei-lhe o gosto. Estava com necessidade de mudar as àguas (o que nunca me acontece durante a noite), mas nao tenho força para me levantar. Tou nesta luta uma meia hora até finalmente o meu cérebro conseguir controlar o resto do corpo e com isto levantar-me e ir à WC.

Com isto fico ainda mais desperto e ponho-me a fazer zapping. Os únicos canais que percebo sao BBC, TVE, Raiuno, Eurosport e MTV. Como devem imaginar pela hora, nem sabia o que havia de escolher para ver. Passado um bocado adormeço e acordo às 8h!! Porra, queria acordar cedo, para ter luz quando fosse ver coisas, mas domingo às 8h da manha nao é hora para estar acordado, a nao ser que esteja nos E.U.A. e o Benfica jogue o Mundial de Clubes no Japao!! Vou acordando e adormecendo e acabo por nao descansar bem. O que é que sucede? Sucede que só saio do hotel lá para as 13h. Como qualquer coisa pela rua e siga para Buda.
Castelo de Buda
Para quem nao sabe, Buda fica na margem esquerda do rio e Peste na margem direita. Faço o caminho a pé, passando a ponte. Já no lado de Buda, dá jeito apanhar o funicular para chegar ao castelo de Buda. Preço do bilhete, uns 3,5€. Mais uma vez o castelo parece mais um palácio do que um castelo. A vista é fantástica, pena que o tempo nao ajude nas fotos (isso, a falta de jeito e a dada altura a falta de carga pilhas). Ainda nao tinha falado sobre o tempo, mas basicamente esteve bastante nublado o tempo todo e chegou a chuviscar no domingo à tarde.
Ponte Széchenyi Lánchíd
Olho para o mapa e vejo que há mais cenas para ver perto do castelo. Como ainda tenho um monte de bilhetes do metro (5 bastavam para os dois dias) começo a usá-los mesmo para distâncias curtas: uma paragem (para aí uns 300 metros) para o ponto turístico seguinte, que por acaso é espectacular. Pena que a Igreja esteja em reforma e só se veja uma parte. Mas a vista para o Parlamento, que já era boa desde o castelo, fica ainda melhor. Lá tive de comprar mais pilhas a preço de ouro, para mais uns momentos Kodak. Em frente â igreja estava um tipo com uma àguia enorme (tipo a Vitória do Benfas), disponível para que se lhe tirassem fotos. Tinha até um traje tipico bastante curioso. Esta zona de Budapeste faz-me lembrar bastante a zona do Castelo de Praga. Nao tanto pelos monumentos, mas pelas ruas e edificios que se vêem à volta. Mais uma olhadela ao mapa, decido ir ver o parlamento de perto. Desço em direcçao ao rio e, apesar de nao conseguir vislumbrar danúbio, lá cheguei. Tiro mais fotos (depois de comprar mais pilhas, porque as outras nao duraram 1 hora) e meto-me no metro, para atravessar o rio (por baixo). Agora sim, estou ao lado do Parlamento. É realmente impressionante. Fico a pensar como é que uma cidade teve tanto e agora tem tao pouco (falo de dinheiro, claro). Após este momento tao profundo opto por ir para os Jardins Margarida, qjue ficam relativamente perto, mas como tenho bilhetes para gastar, vou de eléctrico. Estes jardins sao numa olha que há no rio (tal como em Praga). A ilha tem 2,5 km de extensao, com um parque desportivo lá dentro. É um local ideal para o jogging. É tipo o central park lá do sitio.


Parlamento (foto cof, cof artistica)

Bastiao dos Pescadores

Prova de que de facto estive em Budapeste

Ao observar o mapa, reparo que há qualquer coisa para ver do outro lado da ilha, entao apanho o autocarro. Aqui surgiu um daqueles azares de viagem. Pensava que o autocarro dava meia-volta quando chegasse ao outro lado da ilha, mas nao. Em vez disso o autocarro sai da ilha por outra ponte, e eu saí também. O problema é que isto já era bastante longe do centro, e ficava fora do mapa. Saio na primeira paragem que posso, até porque estava outra vez no lado de Buda (o centro e o hotel estavam do lado de Peste). Pergunto a um gajo que estava na paragem se algum dos autocarros vai para o centro. O homem nem sequer percebe "center" (e até era relativamente jovem). Mostro-lhe o mapa e aponto para onde quero ir, e nisto aproxima-se um autocarro, entao o prestável budapestense (nao sei se é assim que se diz) informa-me que aquele autocarro serve (abandando a cabeça). Entro no autocarro nao muito convencido, mas pelo menos já ia a caminho de Peste.

Depois de atravessarmos a ponte começo a fazer força mental para o motorista virar para a direita. Nao vira à 1ª oportunidade, nem à 2ª, mas finalmente à 3ª vira para a...esquerda, dá meia-volta e pára. Last stop, é o que parece. Começo a falar com o motorista para pedir indicaçoes para voltar para o centro...nao me percebe. Reparo que devemos esar perto de uma paragem de metro (pelo mapa) e pergunto onde está, sendo que prontamente o motorista aponta para umas escadas. Claro que ao contrário do que acontecia nas outras estaçoes, nesta nao havia o "M" de metro para que se percebesse. Suspiro aliviado, agradeço e lá vou, pensando no positivo da coisa: "estou a conseguir gastar os bilhetes de transporte. Já nao falta tudo."
O passo seguinte foi ir para a estaçao de comboio, para saber horários e preços da viagem para Viena do dia seguinte. Dentro da estaçao consegui perguntar em 4 sitios diferentes: bilheteira normal, Tourist Office, International Information e International Tickets!

A estaçao vista de fora é bastante imponente, os comboios nem por isso. Alguma das pessoas que por ali circundavam lembravam aquelas da Stazione Centrale di Milano. Provavelmente estou a ser injustoem esquecer-me de outras, para efeitos de comparaçao, mas essa foi a única em que tive de passar a noite em branco, 2 vezes, sozinho.
Só há mais umas coisitas para ver, mas do lado de Buda. É longe, nao sei bem como lá chegar e já é de noite (ou seja passa das 16h30), por isso volto para o centro onde dou o enésimo "giro" na praça com o mercado e zona circundante.
Está frio, preciso de um capuccino quentinho, entao o que faço? Vou para o "Starbucks" cá do sitio, que se chama "coffe heaven". Nao aquele perto do hotel, mas outro à entrada da "fashion street", que como o nome indica é uma rua cheia de lojas de roupa de marca.
Peço um capuccino e ponho-me a escrever durante 1h30. Está quentinho e o sofá é confortável. Entretanto começo a contar quanto dinheiro tenho da moeda local para nao ter de levantar mais dinheiro, porque depois ao trocar para euros é um prejuízo evitável.

Escrito dia 23, à noite, num bar):

No domingo, depois do capuccino fui dar um giro, mas um, pelo centro, antes de jantar um prato muito típico de budapeste: pizza. Para fazer melhor a digestao deambulei (que palavra bonita) pela noite de Budapeste, aproveitando para tiras umas fotos nocturnas de Buda iluminada. Realmente uma cidade de colinas com monumentos iluminados nas mesmas, é outra coisa. Cheguei ao hotel pouco antes da meia-noite e andei a fazer zapping entre a Raiuno, que falava de crimes fiscais e a TVE que mostrava uma reportagem sobre a extrema-direita em Espanha, odne cheguei a ouvir "se eu só discriminado porque sou branco, porque nao hei-de discriminar um negro?". Chega a ser comovente, apesar de nao tanto como o homem de meia-idade que era o fa nº 1 do franco, e contra a Democracia, porque a ditadura é que era a cena. Podia mudar para Cuba ou Coreia do Norte, ia dar-se bem (ok, nao sao ditaduras de direita, mas agora de repente nao me lembro de nenhuma). E com isto adormeci.

Fashion Street

Castelo de Buda (versao nocturna)

1 commento:

Henrique Abrantes ha detto...

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